sexta-feira, 29 de maio de 2015

A neuropsicologia da guerra

É interessante notar como alguns indivíduos, de forma isolada, podem provocar reflexões tão grandes.

Já no início do texto, percebemos de que parte sua premissa: O olhar sobre guerra e suas consequências a partir da visão de alguém que de fato participou dela.

Assim, podemos ver o que foi a chegada da guerra para aquela sociedade e todo o temor que envolvia aquela situação. Nesse sentido, é impossível não pensar naquilo como se fôssemos nós naquela posição.

A guerra em si, certamente traz diversos efeitos e consequências, e no pós guerra, após fazer uma operação, podemos ver todos os impactos psicológicos e cognitivos causados no soldado russo: Ele não recordava de nada, não tinha ideia do que se tratava nada e agia como criança em certos momentos.

Outra faceta presente na personalidade dele é o dilema contrastante entre a vida e a morte. Ao mesmo em que sofria com o tratamento e as consequências pós cirurgias e queria um fim naquilo, ele sabia que precisa continuar vivendo. Sendo assim, durante sua recuperação, havia uma intensa luta por parte dele. Dentre suas perdas mais impactantes, talvez esteja sua visão, que foi deteriorada. Assim, a dimensão traduzida por essa perda acabam por nos sensibilizar bastante e fazer com que nos coloquemos nos seu lugar. Outra parte que cabe destacar é o fato de que ele também esqueceu partes do seu próprio corpo, onde ela se localizava, o que escancara os efeitos provocados no organismo.

Exemplos como esse, que nos tocam e nos causam compaixão e demostram os impactos da guerra sobre alguém, que poderia ser qualquer um de nós, nos fazem questionar a validade que tem a guerra.

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