É interessante notar como alguns indivíduos, de forma isolada, podem provocar reflexões tão grandes.
Já no início do texto, percebemos de que parte sua premissa: O olhar sobre guerra e suas consequências a partir da visão de alguém que de fato participou dela.
Assim, podemos ver o que foi a chegada da guerra para aquela sociedade e todo o temor que envolvia aquela situação. Nesse sentido, é impossível não pensar naquilo como se fôssemos nós naquela posição.
A guerra em si, certamente traz diversos efeitos e consequências, e no pós guerra, após fazer uma operação, podemos ver todos os impactos psicológicos e cognitivos causados no soldado russo: Ele não recordava de nada, não tinha ideia do que se tratava nada e agia como criança em certos momentos.
Outra faceta presente na personalidade dele é o dilema contrastante entre a vida e a morte. Ao mesmo em que sofria com o tratamento e as consequências pós cirurgias e queria um fim naquilo, ele sabia que precisa continuar vivendo. Sendo assim, durante sua recuperação, havia uma intensa luta por parte dele. Dentre suas perdas mais impactantes, talvez esteja sua visão, que foi deteriorada. Assim, a dimensão traduzida por essa perda acabam por nos sensibilizar bastante e fazer com que nos coloquemos nos seu lugar. Outra parte que cabe destacar é o fato de que ele também esqueceu partes do seu próprio corpo, onde ela se localizava, o que escancara os efeitos provocados no organismo.
Exemplos como esse, que nos tocam e nos causam compaixão e demostram os impactos da guerra sobre alguém, que poderia ser qualquer um de nós, nos fazem questionar a validade que tem a guerra.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Tratando Drogadictos da forma correta
É deveras curioso perceber como o texto é ''enxergável'' dentro da nossa realidade.
De uma forma inteligente, ele nos mostra os resultados e efeitos oriundos da terapia para ex-usuários da droga. De cara, nos é dito que somente homens participaram do estudo, em virtude da não indicação de mulheres para o experimento.
De fato, a grande maioria do usuários da cocaína (que é a droga em cujo estudo é focado) é iniciado pelo consumo de outra droga: A maconha. Sendo assim, há o chamado processo de ''escalada'', na qual o usuário começa com uma droga mais ''leve'' e passa para uma mais ''pesada''.
Outro ponto interessante acerca do estudo é a ligação que a cocaína tem como o aumento do consumo do crack: Com o tempo e a tolerância desenvolvida pelo organismo, faz-se necessárias doses cada vez maiores e isso, portanto, acaba encarecendo seu consumo. Desse modo, o crack é a alternativa encontrada pelos usuários a fim de que seu vício seja satisfeito.
Dentro os motivos que levam um indivíduo a se iniciar na droga, gostaria de destacar a influência dos amigos e a presença em festas onde a droga se faz presente. Talvez esse seja o fato que nós, jovens, mais podemos observar. Afinal, eu acredito que muitos de vocês já estiveram presentes em lugares assim ou até mesmo lhes foi oferecido algum tipo de droga. Outra questão importante é a influência da família na vida do sujeito. Diálogos de aproximação por parte dos pais distanciam os filhos das drogas. Além disso, um ponto interessante a ser notado é que uma postura demasiadamente condescendente e provedora por parte dos pais acaba comprometendo a visão de mundo a ser desenvolvida pelos filhos, pois esses mesmo filhos passam a enxergar o próprio mundo como um lugar provedor de prazeres.
Seguindo a proposta da autora, alguns relatos são transcritos para o texto, com relação à diversas fases do vício, do qual destaco:
- Sobre os efeitos: '' Ela era o único prazer que eu tinha. Antes de fazer algum relacionamento, eu tinha que usar, porque necessitava dela'' (ALMEIDA, 2008). Tal trecho ilustra o poder que a droga tem de exercer em um indivíduo.
- Sobre Abstinência: ''Enquanto não se evocar que não acreditar que Deus, caminhar no caminho de Deus e se libertar, não sai mesmo das drogas. É Deus. Não existe outra explicação''.(Idem). Isso nos mostra como a religão pode exercer um papel importante na recuperação de alguém, o que vai ao encontro da teoria religiosa, exemplificada no último texto.
- Sobre a recaída: ''Pai, se aqueles caras vierem aqui em casa vierem aqui em casa, fale que não estou...E sei que começa bebendo uma cerveja, depois vamos dar uma voltinha e tal''.(Ibidem) De fato, a bebida é o fator que mais influencia nas recaídas.
- Sobre respostas condicionadas: ''Ontem mesmo passei em frente a uma bocada. Na hora veio à cabeça: Estou de moto e tenho dinheiro. Falei para mim mesmo: Você está bem. Está conseguindo que garotas se interessem por você. Quer voltar a ter aquela vida de antes?''(Ib.). As respostas condicionadas demonstram a fragilidade que os seres humanos possuem quanto a isso.
Ainda na tentativa de tornar o texto bastante visível na nossa realidade, a autora nos motra um estudo de caso, com um abstinente da cocaína, dos quais podemos tecer comentários sobre os seguintes pontos:
Na página 56, o paciente cita: ''Acho que não tenho jeito mais. Minha cabeça está estragada''. Percebemos aqui que de fato há uma condição de baixa estima e também de reconhecimento de que aquilo traz mais prejuíos que benefícios.
Na página 57, é relato por ele que: ''É, as drogas na minha vida foi um sofrimento, porque eu perdi o amor da minha vida e só me trouxe sofrimento.Me trouxe fraqueza de memória, prejuízo na vida''. De fato, talvez esse depoimento represente a situação da maioria dos jovens imersos nesse mundo, em que há muito mais perda do que ganho.
Na página 60, observamos outra faceta: ''Fico vendo televisão até tarde e quando vou dormir sonho sempre que estou usando droga. Levanto com o coração batendo e pra melhorar, vou ler a bíblia.'' Existe um temor por qual passa o paciente em relação a ter uma recaída.
A probabilidade de sucesso de tal tratamento está na capacidade de promover uma mudança no estilo de vida do indivíduo. E foi a partir dessa abordagem que o paciente, de codinome K, passou a ter novas crenças e uma nova perspectiva de vida.
Essa é, ao meu ver, a correta de se analisar drogadictos. Pensá-los como sujeitos que precisam de ajuda, e não como criminosos. Se cada um de nós tivermos isso em mente, talvez a sociedade se torne algo melhor.
De uma forma inteligente, ele nos mostra os resultados e efeitos oriundos da terapia para ex-usuários da droga. De cara, nos é dito que somente homens participaram do estudo, em virtude da não indicação de mulheres para o experimento.
De fato, a grande maioria do usuários da cocaína (que é a droga em cujo estudo é focado) é iniciado pelo consumo de outra droga: A maconha. Sendo assim, há o chamado processo de ''escalada'', na qual o usuário começa com uma droga mais ''leve'' e passa para uma mais ''pesada''.
Outro ponto interessante acerca do estudo é a ligação que a cocaína tem como o aumento do consumo do crack: Com o tempo e a tolerância desenvolvida pelo organismo, faz-se necessárias doses cada vez maiores e isso, portanto, acaba encarecendo seu consumo. Desse modo, o crack é a alternativa encontrada pelos usuários a fim de que seu vício seja satisfeito.
Dentro os motivos que levam um indivíduo a se iniciar na droga, gostaria de destacar a influência dos amigos e a presença em festas onde a droga se faz presente. Talvez esse seja o fato que nós, jovens, mais podemos observar. Afinal, eu acredito que muitos de vocês já estiveram presentes em lugares assim ou até mesmo lhes foi oferecido algum tipo de droga. Outra questão importante é a influência da família na vida do sujeito. Diálogos de aproximação por parte dos pais distanciam os filhos das drogas. Além disso, um ponto interessante a ser notado é que uma postura demasiadamente condescendente e provedora por parte dos pais acaba comprometendo a visão de mundo a ser desenvolvida pelos filhos, pois esses mesmo filhos passam a enxergar o próprio mundo como um lugar provedor de prazeres.
Seguindo a proposta da autora, alguns relatos são transcritos para o texto, com relação à diversas fases do vício, do qual destaco:
- Sobre os efeitos: '' Ela era o único prazer que eu tinha. Antes de fazer algum relacionamento, eu tinha que usar, porque necessitava dela'' (ALMEIDA, 2008). Tal trecho ilustra o poder que a droga tem de exercer em um indivíduo.
- Sobre Abstinência: ''Enquanto não se evocar que não acreditar que Deus, caminhar no caminho de Deus e se libertar, não sai mesmo das drogas. É Deus. Não existe outra explicação''.(Idem). Isso nos mostra como a religão pode exercer um papel importante na recuperação de alguém, o que vai ao encontro da teoria religiosa, exemplificada no último texto.
- Sobre a recaída: ''Pai, se aqueles caras vierem aqui em casa vierem aqui em casa, fale que não estou...E sei que começa bebendo uma cerveja, depois vamos dar uma voltinha e tal''.(Ibidem) De fato, a bebida é o fator que mais influencia nas recaídas.
- Sobre respostas condicionadas: ''Ontem mesmo passei em frente a uma bocada. Na hora veio à cabeça: Estou de moto e tenho dinheiro. Falei para mim mesmo: Você está bem. Está conseguindo que garotas se interessem por você. Quer voltar a ter aquela vida de antes?''(Ib.). As respostas condicionadas demonstram a fragilidade que os seres humanos possuem quanto a isso.
Ainda na tentativa de tornar o texto bastante visível na nossa realidade, a autora nos motra um estudo de caso, com um abstinente da cocaína, dos quais podemos tecer comentários sobre os seguintes pontos:
Na página 56, o paciente cita: ''Acho que não tenho jeito mais. Minha cabeça está estragada''. Percebemos aqui que de fato há uma condição de baixa estima e também de reconhecimento de que aquilo traz mais prejuíos que benefícios.
Na página 57, é relato por ele que: ''É, as drogas na minha vida foi um sofrimento, porque eu perdi o amor da minha vida e só me trouxe sofrimento.Me trouxe fraqueza de memória, prejuízo na vida''. De fato, talvez esse depoimento represente a situação da maioria dos jovens imersos nesse mundo, em que há muito mais perda do que ganho.
Na página 60, observamos outra faceta: ''Fico vendo televisão até tarde e quando vou dormir sonho sempre que estou usando droga. Levanto com o coração batendo e pra melhorar, vou ler a bíblia.'' Existe um temor por qual passa o paciente em relação a ter uma recaída.
A probabilidade de sucesso de tal tratamento está na capacidade de promover uma mudança no estilo de vida do indivíduo. E foi a partir dessa abordagem que o paciente, de codinome K, passou a ter novas crenças e uma nova perspectiva de vida.
Essa é, ao meu ver, a correta de se analisar drogadictos. Pensá-los como sujeitos que precisam de ajuda, e não como criminosos. Se cada um de nós tivermos isso em mente, talvez a sociedade se torne algo melhor.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
A drogadicção e a sociedade
O consumo de drogas não é, definitivamente, algo fácil de ser discutido.
O texto, de uma forma bastante informativa, nos traz a visão do consumo de drogas sobre diversas perspectivas, principalmente no que diz respeito ao entendimento sociológico, psicológico e biológico de tal ato. Nesse sentido, é interessante notar a forma como a cocaína atua em nosso organismo. O que, no entanto, é um problema em alguns o momentos, é o demasiado cientificismo abordado no texto, que torna a sua leitura desestimulante de certa maneira.
Uma das novidades abordadas no contexto explorado pelo autor foram os modelos teóricos usados no tentativa de recuperação dos viciados, dentre os quais gostaria de destacar dois:
De fato, os usuários de drogas têm de ser vistos não como criminosos, e sim como pessoas que precisam de ajuda e com isso em mente, faz-se imperioso que a eles sejam dada uma chance de que sejam ressocializados. O que se observa, por outro lado, é ainda um preconceito muito grande com relação aos adictos e uma estigmatização mundo grande dos mesmos, havendo uma categorização dos usuários como sujeitos sem nenhuma perspectiva de evolução ou mudança.
Além disso, notamos frequentemente que há uma associação direta dos adictos aos setores mais carentes da sociedade, desconsiderando a questão de que grande parte dos indivíduos que fazem parte das estatísticas pertencem a setores de classe média e alta da nossa comunidade.
Talvez, o avanço da sociedade possa estar intimamente ligado ao modo com que tratamos os indíviduos mais prejudicados pelas mazelas presentes na comunidade.
Essa é uma discussão que vale a pena ser continuada.
O texto, de uma forma bastante informativa, nos traz a visão do consumo de drogas sobre diversas perspectivas, principalmente no que diz respeito ao entendimento sociológico, psicológico e biológico de tal ato. Nesse sentido, é interessante notar a forma como a cocaína atua em nosso organismo. O que, no entanto, é um problema em alguns o momentos, é o demasiado cientificismo abordado no texto, que torna a sua leitura desestimulante de certa maneira.
Uma das novidades abordadas no contexto explorado pelo autor foram os modelos teóricos usados no tentativa de recuperação dos viciados, dentre os quais gostaria de destacar dois:
- A teoria motivacional: O principal fato relacionado a ela é a necessidade de se possuir profissionais engajados e determinados a promover mudanças no quadro de perspectivas de um adicto sobre o futuro. Tal faceta exige que se haja uma aproximação entre médico e paciente.
- A teoria religiosa: Como o nome diz, essa teoria pressupõe o uso da religião na recuperação de viciados em droga. É interrante observar como a religião assume um papel central na vida daquelas pessoas e como a sua relação com Deus é mostrada de uma forma bastante tocante. Não obstante, às pessoas responsáveis por promover esse tipo de interação, são requeridas grandes níveis de sensibilidade.
De fato, os usuários de drogas têm de ser vistos não como criminosos, e sim como pessoas que precisam de ajuda e com isso em mente, faz-se imperioso que a eles sejam dada uma chance de que sejam ressocializados. O que se observa, por outro lado, é ainda um preconceito muito grande com relação aos adictos e uma estigmatização mundo grande dos mesmos, havendo uma categorização dos usuários como sujeitos sem nenhuma perspectiva de evolução ou mudança.
Além disso, notamos frequentemente que há uma associação direta dos adictos aos setores mais carentes da sociedade, desconsiderando a questão de que grande parte dos indivíduos que fazem parte das estatísticas pertencem a setores de classe média e alta da nossa comunidade.
Talvez, o avanço da sociedade possa estar intimamente ligado ao modo com que tratamos os indíviduos mais prejudicados pelas mazelas presentes na comunidade.
Essa é uma discussão que vale a pena ser continuada.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Um olhar sobre a psicologia social
Numa linguagem extremamente simples e fácil de se identificar, o texto nos leva a vários momentos de aproximação com sua literatura.
De início, somos mostrados a como conhecemos as pessoas com quem interagimos e os processos que promoverem a identificação com outros sujeitos.
Além disso, a capacidade de convencer alguém e promover uma mudança de atitude ou pensamento com relação a algo também é uma das interessantes exposições no texto. Nesse sentido, é notória e intrigante a capacidade que nossos gestos, nossa postura, nossa fala e outras facetas têm de influenciar alguém.
Não obstante, o texto também tece uma série de sentenças sobre a Atitude e o Comportamento e nos mostra diversas teorias sobre o assunto. É interessante destacar nesse contexto, uma das citações mais verdadeiras, se não a mais verdadeira, sobre o texto: ''Um comportamento inadequado de um amigo é visto como menos inadequado do que o mesmo comportamento quando perpetuado por um inimigo''.
Tal sentença mostra o quão somos subjetivos ao lidar com julgamentos. Outra parte interessante mostrada, é o resultado de que quando nós vemos alguém agir de maneira errada, atribuímos isso a fatores internos àquela pessoa. Entretanto, ao demonstramos o mesmo comportamento, tendemos a culpar fatores externos a nós por isso.
Ainda no assunto sobre a formação da atitude, foi comprovado que ela decorre do nosso aprendizado, crescimento e principalmente, deriva da nossa educação, principalmente aquela que é de responsabilidade dos pais. Nesse tocante, uma criança que convive juntos dos pais em um ambiente muito autoritário ou agressivo, deverá desenvolver um comportamento agressivo também.Muitas atitudes provém também da nossa identificação com grupos. Por exemplo, pessoas menos favorecidas tendem a se interessar mais pela medicina socializada.
Por fim, o texto tece alguns comentários sobre o altruísmo e nos mostra um conceito bastante interessante sobre esse ponto: A difusão da responsabilidade. Essa noção diz que, na presença de muitas pessoas, ou em lugares populosos, ao depararmos com uma situação do nosso desagrado, a tendência é que ignoremos ajuda àquilo, em virtude de delegarmos essa responsabilidade a todos que nos rodeiam.
E talvez seja por isso, em virtude de sua aplicabilidade na realidade, que esse texto nos parece tão acolhedor.
De início, somos mostrados a como conhecemos as pessoas com quem interagimos e os processos que promoverem a identificação com outros sujeitos.
Além disso, a capacidade de convencer alguém e promover uma mudança de atitude ou pensamento com relação a algo também é uma das interessantes exposições no texto. Nesse sentido, é notória e intrigante a capacidade que nossos gestos, nossa postura, nossa fala e outras facetas têm de influenciar alguém.
Não obstante, o texto também tece uma série de sentenças sobre a Atitude e o Comportamento e nos mostra diversas teorias sobre o assunto. É interessante destacar nesse contexto, uma das citações mais verdadeiras, se não a mais verdadeira, sobre o texto: ''Um comportamento inadequado de um amigo é visto como menos inadequado do que o mesmo comportamento quando perpetuado por um inimigo''.
Tal sentença mostra o quão somos subjetivos ao lidar com julgamentos. Outra parte interessante mostrada, é o resultado de que quando nós vemos alguém agir de maneira errada, atribuímos isso a fatores internos àquela pessoa. Entretanto, ao demonstramos o mesmo comportamento, tendemos a culpar fatores externos a nós por isso.
Ainda no assunto sobre a formação da atitude, foi comprovado que ela decorre do nosso aprendizado, crescimento e principalmente, deriva da nossa educação, principalmente aquela que é de responsabilidade dos pais. Nesse tocante, uma criança que convive juntos dos pais em um ambiente muito autoritário ou agressivo, deverá desenvolver um comportamento agressivo também.Muitas atitudes provém também da nossa identificação com grupos. Por exemplo, pessoas menos favorecidas tendem a se interessar mais pela medicina socializada.
Por fim, o texto tece alguns comentários sobre o altruísmo e nos mostra um conceito bastante interessante sobre esse ponto: A difusão da responsabilidade. Essa noção diz que, na presença de muitas pessoas, ou em lugares populosos, ao depararmos com uma situação do nosso desagrado, a tendência é que ignoremos ajuda àquilo, em virtude de delegarmos essa responsabilidade a todos que nos rodeiam.
E talvez seja por isso, em virtude de sua aplicabilidade na realidade, que esse texto nos parece tão acolhedor.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Qual nossa postura frente ao mundo que vivemos?
Experimentos como o de Stanley Milgram nos chamam a atenção.
A premissa é simples: Duas pessoas fazem parte da experiência. Um é o aluno e o outro o professor. Sendo assim, o professor cita uma série de palavras a serem repetidas pelo aluno. A cada erro, um choque. A voltagem aumenta a cada erro cometido. Dessa forma, o professor passa cada vez mais a ficar em uma situação difícil, encarando o dilema de continuar provocando a dor a alguém e continuar o experimento.
Contudo, ao final de tudo, podemos perceber de fato qual é o foco da experiência e quais são seus fins: O ''professor. Segundo Milgram, tudo passava de uma encenação, e o objetivo era a análise do nível de obediência das pessoas. Será que, mesmo a contragosto e levando alguém a dor, elas continuariam aquilo? Para 65% dos envolvidos, sim. O que permite que façamos uma série de reflexões. Primeiramente, não havia um tipo específico de indíviduo que era aquisciente ao exercício em questão. Segundamente, muitas das pessoas que participaram julgavam que não seriam capazes de continuar e continuaram. De fato, como colocado no texto, o poder dos experimentos de Milgram está na lacuna entre aquilo que pensamos de nós mesmo e quem realmente somos.
Assim, na tentativa de traçar um perfil, pôde-se observar que, por exemplo, a maioria das pessoas que obedeciam foram menos punidas pelos pais, e as pessoas que desafiaram sofreram punições mais severas dos pais. Devemos levar em conta, entretanto, uma das principais ressalvas feitas pela autora: A Psicologia Social pode te informar sobre aqueles que dizem sim, mas nada sobre os que dizem não. Sendo assim, ela é limitada no sentido de traçar mais detalhadamente um perfil sobre os sujeitos que desafiam à obediência no experimento.
Contudo, como todo cientista, Milgram também foi alvo de duras críticas. Muitas das quais contestam a aplicabilidade que aquilo teria na realidade. Para alguns dos críticos, o modo como alguém age dentro do laboratório não traduz o modo como a pessoa necessariamente agiria na realidade, pois o experimento de Milgram era sobre confiança e não obediência, uma vez que as pessoas só acreditavam no ''cientista'' devido ao uso do jaleco, que o punha em uma posição de superiodade.
O que ninguém pode contestar, porém, é o impacto que a experiência causou na vida de alguns voluntários. O caso de mais destaque é do homossexual, sob a alcunha de Joshua no texto, que, frustrado pela perda de um amor, usou aquilo como refúgio do mundo real, permanecendo aquisciente todo tempo aos choques. O que ninguém esperava, contudo, é que aquele pequeno fato trouxesse reflexões que mudariam permanentemente o modo com que ele encarava o mundo. A submissão o fez perceber o quão errado é ter essa postura em determinadas situações. Assim, em virtude disso, Joshua teve sua personalidade transformada e passou então a ser um ativista do direitos dos homossexuais.
Talvez exemplos como esse transmitam a faceta positiva da prática de Milgram e nos trazem a seguinte reflexão: Será que vale a pena ficarmos calados em cada situação de injustiça que ocorre ao nosso redor? Quantas vezes, ao observamos uma atitude que nos desagrada, permanecemos submissos àquilo?
É talvez nessa percepção, ao demostrar tal sensibilidade, que reside a importância de um experimento como o de Milgram.
A premissa é simples: Duas pessoas fazem parte da experiência. Um é o aluno e o outro o professor. Sendo assim, o professor cita uma série de palavras a serem repetidas pelo aluno. A cada erro, um choque. A voltagem aumenta a cada erro cometido. Dessa forma, o professor passa cada vez mais a ficar em uma situação difícil, encarando o dilema de continuar provocando a dor a alguém e continuar o experimento.
Contudo, ao final de tudo, podemos perceber de fato qual é o foco da experiência e quais são seus fins: O ''professor. Segundo Milgram, tudo passava de uma encenação, e o objetivo era a análise do nível de obediência das pessoas. Será que, mesmo a contragosto e levando alguém a dor, elas continuariam aquilo? Para 65% dos envolvidos, sim. O que permite que façamos uma série de reflexões. Primeiramente, não havia um tipo específico de indíviduo que era aquisciente ao exercício em questão. Segundamente, muitas das pessoas que participaram julgavam que não seriam capazes de continuar e continuaram. De fato, como colocado no texto, o poder dos experimentos de Milgram está na lacuna entre aquilo que pensamos de nós mesmo e quem realmente somos.
Assim, na tentativa de traçar um perfil, pôde-se observar que, por exemplo, a maioria das pessoas que obedeciam foram menos punidas pelos pais, e as pessoas que desafiaram sofreram punições mais severas dos pais. Devemos levar em conta, entretanto, uma das principais ressalvas feitas pela autora: A Psicologia Social pode te informar sobre aqueles que dizem sim, mas nada sobre os que dizem não. Sendo assim, ela é limitada no sentido de traçar mais detalhadamente um perfil sobre os sujeitos que desafiam à obediência no experimento.
Contudo, como todo cientista, Milgram também foi alvo de duras críticas. Muitas das quais contestam a aplicabilidade que aquilo teria na realidade. Para alguns dos críticos, o modo como alguém age dentro do laboratório não traduz o modo como a pessoa necessariamente agiria na realidade, pois o experimento de Milgram era sobre confiança e não obediência, uma vez que as pessoas só acreditavam no ''cientista'' devido ao uso do jaleco, que o punha em uma posição de superiodade.
O que ninguém pode contestar, porém, é o impacto que a experiência causou na vida de alguns voluntários. O caso de mais destaque é do homossexual, sob a alcunha de Joshua no texto, que, frustrado pela perda de um amor, usou aquilo como refúgio do mundo real, permanecendo aquisciente todo tempo aos choques. O que ninguém esperava, contudo, é que aquele pequeno fato trouxesse reflexões que mudariam permanentemente o modo com que ele encarava o mundo. A submissão o fez perceber o quão errado é ter essa postura em determinadas situações. Assim, em virtude disso, Joshua teve sua personalidade transformada e passou então a ser um ativista do direitos dos homossexuais.
Talvez exemplos como esse transmitam a faceta positiva da prática de Milgram e nos trazem a seguinte reflexão: Será que vale a pena ficarmos calados em cada situação de injustiça que ocorre ao nosso redor? Quantas vezes, ao observamos uma atitude que nos desagrada, permanecemos submissos àquilo?
É talvez nessa percepção, ao demostrar tal sensibilidade, que reside a importância de um experimento como o de Milgram.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Determinismo Neurogenético
Sim, essa discussão ainda é presente no século XXI.
Um tanto quanto téorico demais e explicativo, o texto nos mostra o determinismo neurogenético de uma forma bastante conceitual e por meio de uma linguagem bastante técnica.
Contudo, a premissa é simples: Os indivíduos em geral, bem como suas características, são frutos de uma mera ordenação e rearranjo genéticos ou resultado de suas experiências?
De fato, essa parece ser uma discussão arcaica e ultrapassada para os dias de hoje, onde cada vez mais se encontram em pauta debates que permeiam o direito das chamadas minorias: Negros, Mulheres, LGBT's, etc, pois alegar que um sujeito é homossexual porque ele tem o gene da homossexualidade parece algo saído da ficção.
Sendo assim, limitar seres humanos a genes, números, letras do código genético e desconsiderar todo o âmbito social vai de encontro a todos os avanços pelos quais passou a ciência e a sociedade como um todo. Nesse sentido, a faceta crítica do autor é mostrada para o leitor ao longo do texto.
O texto também fala que segundo alguns pensadores, negros e pobres são mais propensos a violência. Certamente, negros e pobres participam muito mais ativamente dos índices de violência. Entretanto, é bom lembrarmos que a condição a que vivem muitos deles não foi dada de graça. É extremamente errado se utilizar de argumento baseados no determinismo neurogenético e desconsiderar todo o processo histórico por qual passaram esses indivíduos.
Num quadro geral, as nossas experiências de vida são os principais fatores que moldam nossa personalidade e determinam quem somos e quem seremos no futuro.
É. Parece que ainda não somos tão evoluídos assim.
Um tanto quanto téorico demais e explicativo, o texto nos mostra o determinismo neurogenético de uma forma bastante conceitual e por meio de uma linguagem bastante técnica.
Contudo, a premissa é simples: Os indivíduos em geral, bem como suas características, são frutos de uma mera ordenação e rearranjo genéticos ou resultado de suas experiências?
De fato, essa parece ser uma discussão arcaica e ultrapassada para os dias de hoje, onde cada vez mais se encontram em pauta debates que permeiam o direito das chamadas minorias: Negros, Mulheres, LGBT's, etc, pois alegar que um sujeito é homossexual porque ele tem o gene da homossexualidade parece algo saído da ficção.
Sendo assim, limitar seres humanos a genes, números, letras do código genético e desconsiderar todo o âmbito social vai de encontro a todos os avanços pelos quais passou a ciência e a sociedade como um todo. Nesse sentido, a faceta crítica do autor é mostrada para o leitor ao longo do texto.
O texto também fala que segundo alguns pensadores, negros e pobres são mais propensos a violência. Certamente, negros e pobres participam muito mais ativamente dos índices de violência. Entretanto, é bom lembrarmos que a condição a que vivem muitos deles não foi dada de graça. É extremamente errado se utilizar de argumento baseados no determinismo neurogenético e desconsiderar todo o processo histórico por qual passaram esses indivíduos.
Num quadro geral, as nossas experiências de vida são os principais fatores que moldam nossa personalidade e determinam quem somos e quem seremos no futuro.
É. Parece que ainda não somos tão evoluídos assim.
Sobre o Aprendizado
Dizem que a educação é o pilar que sustenta nossa sociedade.
Contudo, será que estamos promovendo o aprendizado da maneira correta?
''A nota de um aluno deve refletir o alcance do objetivo ou deve refletir seu desempenho quando comparado ao resstante da classe?''
No ensino tradicional, poucos alcançam resultados satisfatórios pois o aprendizado é avaliado como sendo aquilo que podemos compreender em um determinado período de tempo e não mede de forma completa o que foi aprendido.
De fato, no modelo vigente, podemos observar que ele deixa de potencializar as habilidades dos alunos e o aprendizado não é feito de forma otimizada.
Como exemplo dado, podemos citar o trabalho proposto pela UNESCO, em uma escola de São Paulo. Um exercício onde se respeitava o ritmo e a condição de cada um. Assim, com o fator tempo sendo concedido em ordem de um maior aproveitamento do ensino, pôde-se observar que ao menos 90% dos estudantes foram capazes de atingir os objetivos finais da avaliação.
Como gancho, chegamos aos experimentos realizados na escola de odontologia de Piracicaba.
Numa análise extretamamente minunciosa e tendo por base métodos modernos de avaliação, baseados principalmente no conceito de que mais vale dar tempo para cada aluno se desenvolver do que estabelecer um prazo para esse ensino, eles puderam chegaram a resultados bastante interessantes no que diz respeito ao ritmo dos alunos participantes, porcentagem de estudantes que atingiram o critério de aprovação e o desempenho dos pacientes atendidos.
Em resumo, pode-se afirmar que os resultados foram positivos em todos esses aspectos e que houve uma melhora no desempenho do trabalho produzido pelos próprios alunos.
Com isso em mente, todos nós deveríamos nos questionar: Se realmente existem exemplos em que novos métodos de ensino implementados tiveram de fato uma efetividade mostrada, porque não constatamos mais casos com esses? E por qual motivos, tais práticas não são observadas em outras instituições de ensino?
Se a educação é um dos nossos pilares, esse pilar ainda precisa ser muito trabalho até que chegue a um nível satisfatório.
Contudo, será que estamos promovendo o aprendizado da maneira correta?
''A nota de um aluno deve refletir o alcance do objetivo ou deve refletir seu desempenho quando comparado ao resstante da classe?''
No ensino tradicional, poucos alcançam resultados satisfatórios pois o aprendizado é avaliado como sendo aquilo que podemos compreender em um determinado período de tempo e não mede de forma completa o que foi aprendido.
De fato, no modelo vigente, podemos observar que ele deixa de potencializar as habilidades dos alunos e o aprendizado não é feito de forma otimizada.
Como exemplo dado, podemos citar o trabalho proposto pela UNESCO, em uma escola de São Paulo. Um exercício onde se respeitava o ritmo e a condição de cada um. Assim, com o fator tempo sendo concedido em ordem de um maior aproveitamento do ensino, pôde-se observar que ao menos 90% dos estudantes foram capazes de atingir os objetivos finais da avaliação.
Como gancho, chegamos aos experimentos realizados na escola de odontologia de Piracicaba.
Numa análise extretamamente minunciosa e tendo por base métodos modernos de avaliação, baseados principalmente no conceito de que mais vale dar tempo para cada aluno se desenvolver do que estabelecer um prazo para esse ensino, eles puderam chegaram a resultados bastante interessantes no que diz respeito ao ritmo dos alunos participantes, porcentagem de estudantes que atingiram o critério de aprovação e o desempenho dos pacientes atendidos.
Em resumo, pode-se afirmar que os resultados foram positivos em todos esses aspectos e que houve uma melhora no desempenho do trabalho produzido pelos próprios alunos.
Com isso em mente, todos nós deveríamos nos questionar: Se realmente existem exemplos em que novos métodos de ensino implementados tiveram de fato uma efetividade mostrada, porque não constatamos mais casos com esses? E por qual motivos, tais práticas não são observadas em outras instituições de ensino?
Se a educação é um dos nossos pilares, esse pilar ainda precisa ser muito trabalho até que chegue a um nível satisfatório.
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