sexta-feira, 20 de março de 2015

Lama no Laboratório

A sociedade de hoje não está preparada para pessoas como o Lama.

Num mundo onde as pessoas estão numa constante busca da felicidade por meio da saciação de prazeres pessoais e por meio de um consumo cada vez maior, palavras que dizem respeito à importância de se evitar sentimentos autodestrutivos como forma de atingir atingir o pleno contentamento podem não soar bem aos ouvidos de nós, ocidentais. Esse é o principal ensinamento que Lama Osar nos passa, através de uma série de reflexões expostas durante o texto sobre a natureza humana. Até mesmo do ponto de vista fisiológico, vemos a relevância da meditação para o budismo, visto que os resultados obtidos após o experimento foram totalmente divergentes daqueles que não praticam a meditação. Atento para a imagem do susto programado, no qual o monge foi avisado de que levaria um susto e contra todas as expectativas, consegui evitar aquilo, através de um processo de autocontrole que levou anos sendo aprimorado por meio das técnicas de meditação.

Um ponto importante a ser ressaltado é o fato de que após os resultados terem saído, o monge Dalai Lama não se surpreendeu com o que havia sido descoberto. Tal fato sinaliza para o reconhecimento de que o Budismo nos leva a uma condição de bem estar consigo mesmo que só pode ser alcançada de poucas formas.

Enfim, fazendo um recorte para os dias atuais, em nossa sociedade, seria difícil imaginar as pessoas, principalmente no mundo ocidental, adotando métodos como este. Em uma conjuntura onde vigoram valores que pregam uma constante busca pelo prazer através principalmente do consumo exacerbado, é de se admirar casos como este e mais ainda toda a cultura budista.