Sim, essa discussão ainda é presente no século XXI.
Um tanto quanto téorico demais e explicativo, o texto nos mostra o determinismo neurogenético de uma forma bastante conceitual e por meio de uma linguagem bastante técnica.
Contudo, a premissa é simples: Os indivíduos em geral, bem como suas características, são frutos de uma mera ordenação e rearranjo genéticos ou resultado de suas experiências?
De fato, essa parece ser uma discussão arcaica e ultrapassada para os dias de hoje, onde cada vez mais se encontram em pauta debates que permeiam o direito das chamadas minorias: Negros, Mulheres, LGBT's, etc, pois alegar que um sujeito é homossexual porque ele tem o gene da homossexualidade parece algo saído da ficção.
Sendo assim, limitar seres humanos a genes, números, letras do código genético e desconsiderar todo o âmbito social vai de encontro a todos os avanços pelos quais passou a ciência e a sociedade como um todo. Nesse sentido, a faceta crítica do autor é mostrada para o leitor ao longo do texto.
O texto também fala que segundo alguns pensadores, negros e pobres são mais propensos a violência. Certamente, negros e pobres participam muito mais ativamente dos índices de violência. Entretanto, é bom lembrarmos que a condição a que vivem muitos deles não foi dada de graça. É extremamente errado se utilizar de argumento baseados no determinismo neurogenético e desconsiderar todo o processo histórico por qual passaram esses indivíduos.
Num quadro geral, as nossas experiências de vida são os principais
fatores que moldam nossa personalidade e determinam quem somos e quem
seremos no futuro.
É. Parece que ainda não somos tão evoluídos assim.
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