O texto, de uma forma bastante informativa, nos traz a visão do consumo de drogas sobre diversas perspectivas, principalmente no que diz respeito ao entendimento sociológico, psicológico e biológico de tal ato. Nesse sentido, é interessante notar a forma como a cocaína atua em nosso organismo. O que, no entanto, é um problema em alguns o momentos, é o demasiado cientificismo abordado no texto, que torna a sua leitura desestimulante de certa maneira.
Uma das novidades abordadas no contexto explorado pelo autor foram os modelos teóricos usados no tentativa de recuperação dos viciados, dentre os quais gostaria de destacar dois:
- A teoria motivacional: O principal fato relacionado a ela é a necessidade de se possuir profissionais engajados e determinados a promover mudanças no quadro de perspectivas de um adicto sobre o futuro. Tal faceta exige que se haja uma aproximação entre médico e paciente.
- A teoria religiosa: Como o nome diz, essa teoria pressupõe o uso da religião na recuperação de viciados em droga. É interrante observar como a religião assume um papel central na vida daquelas pessoas e como a sua relação com Deus é mostrada de uma forma bastante tocante. Não obstante, às pessoas responsáveis por promover esse tipo de interação, são requeridas grandes níveis de sensibilidade.
De fato, os usuários de drogas têm de ser vistos não como criminosos, e sim como pessoas que precisam de ajuda e com isso em mente, faz-se imperioso que a eles sejam dada uma chance de que sejam ressocializados. O que se observa, por outro lado, é ainda um preconceito muito grande com relação aos adictos e uma estigmatização mundo grande dos mesmos, havendo uma categorização dos usuários como sujeitos sem nenhuma perspectiva de evolução ou mudança.
Além disso, notamos frequentemente que há uma associação direta dos adictos aos setores mais carentes da sociedade, desconsiderando a questão de que grande parte dos indivíduos que fazem parte das estatísticas pertencem a setores de classe média e alta da nossa comunidade.
Talvez, o avanço da sociedade possa estar intimamente ligado ao modo com que tratamos os indíviduos mais prejudicados pelas mazelas presentes na comunidade.
Essa é uma discussão que vale a pena ser continuada.
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